Comunidade SVP

As Filhas da Caridade, congregação religiosa oriunda de Paris, França, iniciaram a sua actividade em Portugal entre 1821 e 1822, sob a égide e direção do padre José António da Silva Rebelo, como legitimo representante do Superior Geral. As Irmãs serviam as crianças pobres na Casa Pia e os doentes no Hospital de São José, em Lisboa.

Com a retirada de D. João VI para o Brasil e a grande influência da Maçonaria durante o regime liberal, foram tomadas medidas contra a Igreja, perseguindo e expulsando as Ordens Religiosas. Com a implantação da República, em 1910, as Irmãs que então estavam no País (tanto portuguesas, como francesas) ao serviço dos pobres, foram expulsas, partindo para Paris para a “Casa Mãe”.

À época havia já em Portugal Irmãs em Obras de Assistência em várias regiões do país, tais como: no Hospital de São Luís dos Franceses, no Asylo da Gandarinha e no Hospício Rainha D. Amélia do Funchal (Madeira), tendo estas ficado à sombra da bandeira francesa.

Regularizada a situação politica e após terem chegado a bom termo as negociações exigidas, as Irmãs voltaram a Portugal. Organizada a Província Portuguesa, as Irmãs, a pedido das Misericórdias e de outras Instituições de Assistência aos mais carenciados, instalaram-se em algumas partes do País, vindo para Caldas da Rainha, a 10 de Abril de 1945, quatro Irmãs a pedido do Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Começaram a sua actividade em estreita colaboração com a Direção, dando continuidade e desenvolvendo a Obra já iniciada pelos Caldenses no espírito Cristão das Obras da Misericórdia vividas pela Rainha que deu nome à cidade, a Rainha D. Leonor.

As Irmãs, com o seu espírito Vicentino legado pelos Fundadores, Vicente de Paulo e Luísa de Marilac em 1633, lançam-se à Obra que contava nessa data com mais ou menos 60 meninas e 24 idosos (12 homens e 12 mulheres).

Às meninas eram administrados, além de conhecimentos escolares na Instituição (indo prestar provas nas escolas Oficiais), também ensinamentos laborais e profissionais.

Aos idosos e aos mais carenciados eram prestados todos os cuidados paliativos de que as Irmãs dispunham, “Amor afectivo e amor efectivo” segundo São Vicente. Dentro do carisma próprio da Companhia, na disponibilidade e mobilidade, passaram na Instituição, entre 1945 e 2008, 67 irmãs. No presente data, as Irmãs da Irmandas foram para transferidas pra outros locais, por não existir hoje em dia renovações de Irmãs.

A presença das Irmãs da Cariada de São Vicente de Paulo, foi marcado pelos 71 anos de amor, dedicação a toda SCMCR. É com saudade que as Irmãs partem da instituição no dia 17 de dezembro de 2017, mas os contactos não se vão perderam, pelo menos duas vezes por mês as visita, a nossa Santa Casa para estarem com os utentes.

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